Promotor
Escola de Mulheres - Oficina de Teatro, Lda
Sinopse
Abrir Fogo foi escrito à mão e entregue às suas intérpretes, fugindo ao tempo das formatações, no dia em que nos tiraram os bancos dos jardins. Quando deixou de haver sombras no espaço público, o sol queimava menos no sofá de casa, onde todos nos tornámos ativistas por detrás do ecrã do telemóvel. Pusemos a máscara dos heróis da partilha de informação sangrenta, doámos euros à causa humanitária e chorámos. O direito à rua foi-nos negado, marginalizaram o corpo da mulher, as idades e o futuro porque era uma invenção.
Em Abrir Fogo ouvem-se vozes de manifestações pelo direito à liberdade, pelo direito à dignidade e acima de tudo pela paz. Convocam-se elementos visuais do universo do espaço público em parceria com a artista plástica Lea Managil, inserindo-os num espetáculo conduzido por duas intérpretes que usam a fisicalidade como veículo de protesto. Levantam-se questões sobre o quão profícuo poderá ser um manifesto dentro de uma sala de teatro e em que medida a arte é poderosa como arma de protesto. Numa provocação à censura, num protesto à restrição de liberdade, no combate à austeridade pergunto-me: como chegar à celebração, por entre guerrilhas, no momento de abrir fogo?
AVISO: Este espetáculo contém nudez integral.
Ficha Artística
texto original e encenação
ANA SAMPAIO E MAIA
cocriação e interpretação
MARTA LAPA E MELANIE FERREIRA
cenografia
LEA MANAGIL
desenho de luz
PAULO SANTOS
fotografia
BRUNO SIMÃO
teaser e registo video
EDUARDO BREDA
design gráfico e direção de produção
RUY MALHEIRO
produção executiva
MARIA RUI CUNHA
produção e operação técnica
HUGO NICHOLSON
comunicação
SHOWBUZZ
agradecimentos
PEDRO BALAZEIRO e VIOLETA LUZ
80ª produção Escola de Mulheres
Preços
Descontos
- >65 e <30
- DIA DO ESPECTADOR
- P. Espetáculo e Parceiros
- Residentes Arroios