Promotor
Teatro do Noroeste - CDV
Sinopse
Saramago criou com mestria o pior pesadelo de qualquer político: a maioria vota em branco, num protesto que conduz a um estado de emergência.?
A desilusão da população com todos os partidos, torna o sistema democrático inútil e a obra explora a facilidade com que isso poderia ser alcançado e o quão devastadoras poderiam ser as consequências. O que começa por ser uma sátira aos governos e à eficácia por vezes duvidosa do sistema democrático transforma-se em algo muito mais sinistro.
Esta é uma história sobre pessoas que abriram os olhos não só para as suas vidas quotidianas, mas também para a sociedade e o sistema em que vivem.
Quando o povo vota em branco, exercendo um direito constitucional, está a demolir a falsa democracia através da própria democracia.
O governo, aterrorizado, decide recorrer à violência para garantir a sua legitimidade, gerando o caos. O governo sabe que, se as pessoas viverem em paz voluntariamente, já não precisam do Estado. E é só quando precisam do Estado que a sua obediência é obrigatória.
Esta democracia não passa de ossos que o Estado atira ao povo.
Quando as pessoas se recusam a comer esses ossos, o Estado mostra a sua verdadeira face.
Catalisados pela ironia mordaz e pelo humor de Saramago, atiramo-nos à adaptação de uma obra que acreditamos ser absolutamente urgente nos tempos de hoje. Esta alegoria trata da possibilidade do impossível, por isso pedimos ao espectador que aceite um pacto: mesmo que a ideia seja absurda, o que importa é imaginar o seu desenrolar.?Uma reflexão sobre a natureza precária da democracia e o fascínio insidioso do autoritarismo.
Ficha Artística
Autor José Saramago
Criação colectiva Companhia do Chapitô
Encenação José C. Garcia
Assistência de produção e encenação Leandro Araújo
Interpretação Jorge Cruz, Pedro da Silva, Susana Nunes e Tiago Viegas
Design Gráfico Sílvio Rosado
Comunicação Cristina Carvalho
Gestão de projecto Patrícia Carias e Teresa Correia
Audiovisuais Simão Anaory e João Mendes
Contactos para Reservas
Não se efetuam reservas.
Notas Suplementares
Para usufruir de bilhetes gratuitos, aplicável a acompanhante de atestado multiusos, terão que se deslocar à bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda.
Cada Frisa / Camarote tem a capacidade máxima de quatro lugares sem marcação, ocupados por ordem de chegada.
Preços
10€ – Bilhete normal.
5€ – Bilhete com desconto: grupos (mínimo de 4 pessoas), maiores de 65 anos, menores de 30 anos, desempregados/as, funcionários/as municipais do Concelho de Viana do Castelo, associações-membro da TEIA e profissionais da cultura (mediante apresentação de documento comprovativo no ato da compra).
10€ – Passe do Festival de Teatro de Viana do Castelo. Este passe garante o 1 bilhete a 3€ para cada espetáculo do Festival, mediante a disponibilidade da sala. O passe encontra-se à venda exclusivamente no Teatro Municipal Sá de Miranda.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda e em bol.pt. Os descontos para grupos podem ser comprados na BOL. Os restantes apenas estão disponíveis na Bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda.
Bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda
Horário de segunda a sexta:
Dias sem espetáculo: 9h – 13h e 14h – 17h
Dias com espetáculo: 9h – 13h e 14h – início do espetáculo
Horário aos sábados, domingos e feriados:
Aberta 2 horas antes do espetáculo
Telefone: 258 809 382
Email: [email protected]